| Sou tímido e espalhafatoso, torre traçada por Gaudí... (Caetano) |


.: Créditos :.

O sangue ficava frio, delirava e sorria...Era o êxtase...
Transaria ali mesmo na frente dos desconhecidos, que se moviam
em todas as direções, ao frenético som que de tão ruim tornava-se indecifrável.
O homem sem rosto beijava -lhe de um modo desesperado, não despertava desejo, nem mesmo com a droga correndo pelo corpo inteiro.
Os flashes como grandes rosáceas a girar, um caleidoscópio gigante imaginário, até tocável com as pontas dos dedos e o Hi –Fi descia quente...
O homem lhe tirava do local, caminhavam pela rua até um apartamento simplório de paredes verdes desbotadas...e o mesmo redemoinho de línguas, toques, apertos, mordidas, lambidas, hálito de álcool, mãos ásperas,...
Em meio a um solo do The zumbies, rosáceas, bebidas, paredes de cores para lá de indefinidas pelo tempo, o homem sem rosto
Dava-lhe um filho...



SER ...
SENTINDO
SEM SENTIDO

A Guilhotina de Guilliotin
A havana de Cuba Havana
O kama sutra de Vatsyayana Kamasutram
AS GILETTES de King Camp Gillette
Smirnoff de Piotr Smirnov
E assim monta-se um cenário de violência, drogas, luxúria, suicídio e embriaguez
Metonímia nossa de cada dia...
RENOIR
São verdes, amarelos, roxos e lilases
São flores que enfeitam o mundo
São beijos, cenas, olhares
Pintados com sentimentos profundos
Matizes indefinidos, arco íris renovados
Nas telas aparecem as vidas
Em tons sazonados
DIRCE(in memoriam) na estrada nas folhas e nas palavras que não foram ditas fez –se o céu e as luzes sentimentos ocultados envelheceram com o tempo e com os cabelos a única coisa que mudou foi o olhar a casa não mudou nem ladrilhos nem cores nem o que ela representava As cartas amarelaram mas as lembranças ficarão eternas Não viveu à toa morreu com um semi-sorriso de quem se recorda que a vida Já foi boa!
Como um inevitável vício ela se destina,
Trêmula segurando a caneta
a escrever versos sem saber as rimas!


Colorir o horizonte
De prata...De marfim
Sabedoria em tua fronte
Cheiro suave de jasmim
Pétalas de flores em teus caminhos
Em tuas vias e contramãos
Espantar todos os espinhos
Retirar a indecisão
E nessa paleta chamada vida
Nos zigues - zagues de um coração
Morrer de espanto, ai quem diga.

Transcende luz amarela
Janela azul
Tsurus a se pendurarem nela

Acordes
Cordas
Diapasão
Chora
violão

Entre nuvens quebradiças, teu nome se compõe
Brincadeira celestial...
Entre brancas folhas, a inspiração se anima
De que forma as letras se dispõem?
A poesia mais discreta, buscando...
A VIDA mente a RIMA.
MARIA NÃO SABIA SORRIR

Nasceu Maria, rejeitada pelo o pai, porquê era o primeiro filho e não tinha nascido macho.
Desde criança sofria, sua mãe saiu de casa sem ninguém saber...
Maria era uma criança de olhar triste,toda suja correndo pela fazenda do pai que não dava a mínima para ela. Se derrubasse fruta verde do pé, apanhava de fio elétrico da tia, se batia em alguma outra criança que a chamava de rejeitada, o pai a colocava de joelhos em cima dos grãos de milho como castigo.
Desde de criança trabalhava feito louca. Se era mês de plantação, lá ia Maria com seus pés descalços, com a carga de seus nove anos, arrancar mato com as mãos, para o cultivo da terra.
Suas mãozinhas já estavam mais do que calejadas, porém mais calejado era seu coração...
Certo dia sua mãe voltou,querendo levar Maria para a cidade, pois soubeu que sua filha sofria muito na fazenda. Mas a menina tinha rancor da mãe por abandona-la tão pequena.
A pobre mãe explicou que fugiu porque o marido batia muito nela, por isso havia saído às pressas e escondida, mas agora estava dispota a levar uma nova vida junto de sua filha
A menina estava irredutível,já tinha se acostumado a sofrer, mas ir para a cidade com a mãe era algo totalmente desconhecido, e que não fazia parte do seu mundo.
Porém a mãe teve uma idéia.Disse para a filha que na cidade havia uma máquina que copiava as pessoas e que você poderia se ver sem ser no espelho!Os olhos da garotinha brilharam,
como isso? Era mágica?Então desconfiada Maria aceitou.
Mãe e filha partiram, chegando na cidade foram para um minúsculo apartamento, os vestidos sujos de chita, perderam o lugar para os de babados de renda cor de rosa, os cabelos embaraçados, foram arrumados com uma grande laço, os pés sujos descalços, tiveram que ser apertados nos sapatos boneca de verniz preto.
Maria não se sentia confortável, ia para a janela do apartamento
Pensava nos campos da fazenda...Ela correndo, pegando fruta escondida, nadando nos lagos.
Ela ficava boba com a altura dos prédios e achava que as pessoas moravam em caixas, assim como fazia para as sua bonecas de sapé na fazenda.
Certo dia sua mãe lhe comprou uma
roupa nova, era um vestido de cor creme, golas arrendodadas, com três botões de pérolas e disse para Maria se arrumar bem bonita, para ver a máquina que copiava pessoas.
Uau! Então finalmente ela veria a tal máquina em que ela poderia se ver sem olhar no espelho ?
O fotógrafo ajeitou a câmera e “Blaft” bateu a foto da menina depois de algum tempo, lá veio a tão grande mágica...
Maria se viu segurando a foto preta e branca, não houve tanta surpresa, ela se surpreendeu apenas com seu olhar triste de criança sofrida, olhar esse que continuou por
toda a sua vida...
Casou-se com um homem que só a maltratava, seus filhos nasceram mortos, logo mais se cansou de tudo e fugiu de casa.
Maria voltou a ser só como no seu tempo de criança na fazenda.
Não tinha amigos, porque seu ar desconfiado não dava
abertura para ninguém....
E lá estava ela de volta ao começo...Tão só...Tão triste tirando a
sua última fotografia...
- Olha a foto sorria!
Ela ensaiou um sorriso, mas quem atentamente olhasse a fotografia veria que Maria....
Ah Maria! Não sabia sorrir!
SUMARÉ

A cidadezinha com casas simples, pintadas de cal , as palavras escritas a mão denunciavam ora uma padaria, ora um bar , os postes feitos em madeira, era o prório tronco de uma árvore que se erguia para, dar luz a Sumaré.
Os gestos tranquilos dos habitantes, como se houvesse uma embriaguez d’alma, a fala mansa, os meninos correndo no sol quente atrás de suas pipas, o céu todo se cobria de papel colorido com vida!
A praça do cristo, pano de fundo. Um céu limpo com nuvens brancas, sorrissos nos rostos de rapazes e moças, que trocavam seus olhares, naquela mesclagem de moitas verdes e flores cor de rosa......
Aquele modo de vida calmo, sem carro, sem fumaça, sem nada, apenas a vida passando lentamente, às vezes alguma casinha que se erguia entre os campos verdes, às vezes uma estradinha de terra que se abria......
Na memória crianças cantando o hino:
“ Na escola crianças aprendem, soletrando o ABC do amanhã, são sorrissos que luzes acendem, são o sol de uma nova manhã, da semente nasceu uma flor e essa flor se chamou: - Sumaré.....Sumaré....Sumaré
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TV BOBO
Eu não sou a velhinha de Taubaté e nem você é o mundo.
Manipuladora midiática!
Só expõe o que convém.
Três, quatro, sei lá quantas novelas diárias
Alienando a massa.
A vida não é um roteiro de Manoel Carlos
Tendenciosa!
Não acredito em tudo o que dizes muitas coisas me parecem surreais,
Comece a falar a verdade em seus telejornais...
O globo representa o mundo , você não é o mundo
Pare agora, vamos fazer uma imprensa mais profissional,
Mais sensível, não quero ver bunda, nem novelas, nem adolescente sarado abobado.
No pan, tocou Villa Lobos, O Guarani, e um guri me pergunta:
Tia o que é o guarani é a mesma coisa que o guaraná?
Villa lobos era uma ilha de lobos? Tem lobo no Brasil?
Tem sim uma mistura de lobo e guaraná é o lobo guará...
Comecei a gargalhar, na verdade, deveria chorar, pois cada vez estamos mais pobres, principalmente na cultura de nosso país.
Também, um dos principais meios de comunicação está alheio à realidade brasileira e pouco se importando em fazer seu papel social.
Pão e circo e tudo volta ao início